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sexta-feira, 10 de junho de 2011

aranha aquática

Bolha de ar construída por aranha mergulhadora funciona como 'guelra'

Estudo revelou que teia que aracnídeo constrói e enche de ar absorve oxigênio difuso na água e elimina monóxido de carbono.

A teia que aranhas mergulhadoras constroem e enchem de ar para formar uma bolha funciona como uma guelra de peixe, permitindo que os aracnídeos permaneçam embaixo da água por longos períodos de tempo, revelou um estudo.
A espécie, conhecida como Argyroneta aquatica, habita pequenos lagos e riachos de pouca correnteza na Europa e Ásia.
Elas passam praticamente toda a vida sob a água, se acasalando, colocando ovos e capturando suas presas em suas bolhas.
A aranha 'Argyroneta aquatica' (Foto: Stephan Hetz / via BBC) 
 
A aranha 'Argyroneta aquatica' (Foto: Stephan Hetz /
via BBC)
Em estudo publicado na revista científica Journal of Experimental Biology, cientistas mediram a quantidade de oxigênio dentro e também na área externa em torno da bolha.
Eles concluíram que a bolha funciona como uma guelra, extraindo oxigênio dissolvido na água e dispersando dióxido de carbono acumulado no interior.
O mecanismo permite que elas subam à superfície apenas uma vez por dia ou menos, em vez de a cada 20 ou 40 minutos, como se pensava anteriormente.
Experimento
As teias de seda da aranha mergulhadora são construídas em meio à vegetação subaquática.
Para encher sua "cápsula de mergulho" com ar, as aranhas usam pêlos finos presentes em seu abdômen para transportar bolhas de ar da superfície para baixo.
Para compreender com que regularidade as criaturas reabastecem suas bolhas, os especialistas em invertebrados Roger Seymour e Stefan Hetz coletaram espécimes encontrados no rio Eider, na Alemanha.
No laboratório, eles criaram um lago artificial simulando as condições encontradas em uma lagoa de água parada e rica em vegetação em um dia quente de verão.
Usando um aparelho chamado optodo, os pesquisadores mediram as diferenças em níveis de oxigênio dentro da bolha e na água em torno dela, identificando uma troca de gases semelhante à que é realizada pelas guelras de animais que respiram embaixo da água.
"Foi necessário usar os minúsculos optodos sensíveis ao oxigênio", disse Seymour. O especialista explicou que esse tipo de instrumento só ficou disponível nos últimos cinco ou dez anos.
"À medida que a aranha consome o oxigênio do ar dentro da cápsula, ela diminui a concentração de oxigênio no interior", prosseguiu.
"O oxigênio pode descer abaixo do nível de oxigênio dissolvido na água. Quando isso acontece, oxigênio da água pode ser direcionado para dentro da bolha", explicou o cientista.
"O dióxido de carbono que a aranha produz não é um problema, porque é facilmente dissolvido na água e nunca se acumula", concluiu.
Bolha funciona como cápsula de mergulho (Foto: Stephan Hetz / via BBC) 
 
Bolha funciona como cápsula de mergulho
(Foto: Stephan Hetz / via BBC)
Nitrogênio
As aranhas mergulhadoras têm, no entanto, de lidar com um problema que não aflige animais que usam guelras para absorver oxigênio da água e eliminar o dióxido de carbono: o que fazer com os outros gases contidos no ar que carregam para o interior da bolha.
"Se você absorve um dos gases de uma mistura de gases no interior de uma bolha, a concentração dos outros gases aumenta", disse Seymour.
"O oxigênio é tirado da bolha, e como o CO2 não se acumula, isso faz com que o nitrogênio na bolha aumente em concentração".
Na medida em que o nitrogênio da bolha se dispersa, a estrutura começa a desmoronar, mas isso acontece lentamente -- segundo as observações dos cientistas, o processo demora mais ou menos um dia.
"A aranha é capaz de ficar na cápsula de mergulho em dias muito quentes, quando seu metabolismo é maior? do que o normal, se a água for bem oxigenada", explicou Seymour.
Isso significa que ela não precisa retornar à superfície com frequência, evitando o risco de ser pega por predadores como pássaros.
Os períodos prolongados de mergulho também permitem que as aranhas esperem, sem ser perturbadas, pela passagem de suas presas.

domingo, 5 de junho de 2011

Práticas amenizam sofrimento de aves e porcos durante abate

Cada vez mais o mercado busca alternativas para o bem-estar dos animais.
A intenção é produzir carne com menos sofrimento.

A carga é pesada, mas delicada. Afonso Roque, que faz transporte de suínos há 16 anos, sempre soube disso. Mas foi depois de um curso sobre bem-estar animal que ele passou a pisar mais leve. “Tem que ter cuidado senão amontoa os porcos”, diz.
Afonso Roque faz parte de um grupo de quase duas mil pessoas que já receberam treinamento do Steps, o Programa Nacional de Abate Humanitário da WSPA, a Sociedade Mundial de Proteção Animal, em parceria com o Ministério da Agricultura.
A adesão aos princípios do abate humanitário não é obrigatória, mas o comércio internacional está ficando cada vez mais exigente quanto às regras de bem-estar animal. A União Europeia, por exemplo, anunciou que a partir de 2012 vai deixar de importar carne de produtores que não respeitarem as normas.
O Steps já passou pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Além de motoristas como Afonso, vários profissionais ligados à área de produção da carne podem participar.
Desde 2008, uma instrução normativa do Ministério da Agricultura estabelece procedimentos de boas práticas de bem-estar para animais de produção.
As normas do abate humanitário começam ainda na granja. No caso das aves, que são animais muito delicados, a apanha é uma das etapas mais importantes do programa de bem-estar, tanto que na região nem os produtores participam do embarque dos animais. Ele é feito por equipes treinadas especialmente para isso.
As equipes são contratadas pelos frigoríficos, que perceberam que o momento de tirar os frangos da granja é fundamental para garantir a qualidade da carne.
“A maneira correta de colocar o frango dentro da caixa é pegar um por vez, pelo dorso, sobre as asas e colocá-lo de frente para o fundo da gaiola para ele não retornar para fora. Não pode pegar pela asa, pelo pescoço, pelas pernas porque aí causa hematoma e quando ele chega na indústria, pode haver problema na qualidade da carcaça”, explica Valdemir Viceli, técnico em agropecuária.
As aves são embarcadas com cuidado em caixas que devem permanecer fechadas durante todo o trajeto para evitar que elas tentem fugir no caminho.

De acordo com os princípios do bem-estar animal, a espera entre a chegada e o abate deve ser de no máximo uma hora. Por isso, os frigoríficos devem ter uma área de descanso: um local fresco e ventilado, com controle de temperatura e umidade.
Em um frigorífico, a sala de abate das aves tem luz azul, fraca, para tornar o ambiente mais calmo. A linha de pendura é automatizada e o método de insensibilização é o de cubas elétricas.
A ave leva um choque, para perder a consciência e não sentir dor na hora da degola. Elas são penduradas pelas pernas, ainda conscientes em ganchos de metal, e são mergulhadas em uma cuba com água por onde passa uma corrente elétrica. O choque causa um efeito temporário de inconsciência e insensibilidade à dor. A morte será causada pela sangria e não pelo choque.
Para a indústria, é vantagem que o bem-estar seja cumprido. Animal que leva pancada ou tem a asa quebrada significa prejuízo.
O programa do Steps para suínos tem os mesmos conceitos e o bom manejo até a sala de abate é muito enfatizado.
A rampa de descida deve ter uma inclinação de no máximo 15 graus e as laterais precisam ser cobertas para o animal não se distrair.
Para convencer os animais a descer do caminhão, os funcionários usam ar comprimido. O barulho assusta e os porcos andam. Para conduzi-los até as baias, tábuas de plásticos ou cortinas bloqueiam a visão do animal. O piso tem que ser antiderrapante e as pessoas que lidam com os animais precisam ter tranquilidade.
Essas mudanças de lugar, da granja para o caminhão, para o frigorífico, costumam ser muito estressantes para os porcos. Por isso, eles precisam de descanso, em área apropriada, com espaço, temperatura controlada, água à vontade e subdivisões nas baias.
A insensibilização dos porcos é parecida com a das aves. Mas sem água. O animal recebe uma corrente elétrica através de dois eletrodos na cabeça e um na altura do coração. O equipamento deve estar sempre ajustado para evitar falhas e um funcionário observa animal por animal para ver se ele realmente foi insensibilizado. Se o sistema não tiver funcionado, é preciso usar um sistema manual. Um inspetor do Ministério da Agricultura acompanha o trabalho para ver se as normas de bem-estar estão sendo cumpridas.
O gerente geral de um frigorífico em Seara, Santa Catarina, diz que o consumidor já consegue identificar uma carne produzida segundo as normas de bem-estar animal. “As agroindústrias precisam se adequar para dar qualidade à carne e conseguir entregar um produto que o mercado externo exige, não esquecendo o mercado interno que é uma fatia de mercado muito importante”, diz Lery Cosmann.
A veterinária Charli Ludke, coordenadora do Steps, explica que o programa de abate humanitário também está acontecendo na China e que os recursos para o treinamento vêm através de doações.
O programa de treinamento de abate humanitário deve ser levado ainda este ano a Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas, Goiás, Bahia, Pará e Rondônia.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Nasa divulga imagens inéditas do Sol em alta definição

Cada dia, satélite capta o equivalente a 1,5 terabyte de dados sobre o Sol.

A agência espacial americana Nasa divulgou novas imagens do Sol capturadas pelo seu satélite chamado Observatório Dinâmico Solar (SDO, em inglês).
A Nasa está trabalhando em conjunto com a universidade central de Lancashire (UCLan), na Grã-Bretanha, para monitorar detalhes inéditos sobre o campo magnético do astro e a coroa solar.
As imagens têm qualidade dez vezes superior ao de uma televisão em alta-definição.
A UCLan é um dos centros europeus que estuda dados coletados pelo SDO. Na Grã-Bretanha, é o único instituto que fornece fotos com estudos sobre o Sol.
Imagens do sol capturada pelo satélite chamado Observador Dinâmico Solar (SDO, em inglês) (Foto: Nasa) 
Imagem do Sol capturada pelo satélite Observatório Dinâmico Solar (SDO, em inglês) 
O telescópio do satélite faz 80 imagens do Sol a cada minuto, gerando o equivalente a 1,5 terabyte de dados por dia, o equivalente a meio milhão de músicas baixadas no iTunes.
Além do interesse científico, as imagens também serão usadas como inspiração para uma obra do artista digital Chris Meigh-Andrews, que é professor da mesma universidade.
As imagens captadas estão sendo projetadas em um telão em uma das ruas da cidade britânica de Preston até o final desta semana.
Imagens do sol capturada pelo satélite chamado Observador Dinâmico Solar (SDO, em inglês) (Foto: Nasa) 
Imagem do Sol capturada pelo satélite Observatório Dinâmico Solar (SDO, em inglês)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ligre e Tigon



Ligre
O Ligre, também conhecido pelo seu nome em inglês, liger (lê-se láiguer), é um híbrido entre um leão e uma tigresa. Daí vem o seu nome: ligre =leão + tigre (liger= lion + tiger).
Os machos deste animal são híbridos estéreis, pois o número de cromossomas do leão e do tigre são pares, mas diferentes. Assim o ligre tem um número ímpar de cromossomas graças ao processo da meiose que ocorre na formação dos gâmetas femininos e masculinos (óvulos e espermatozóides, respectivamente), podem se acasalar com outro animal com características parecidas, como o próprio tigre ou leão puros, mas seus filhotes podem ter a saúde delicada.
Apresenta aspecto de um gigantesco leão com raias de tigre difusas. É actualmente, o maior felino do mundo, possuindo entre 3,5 e 4 metros de comprimento! Com apenas três anos pode pesar meia tonelada.
Ligres têm a capacidade de nadar tal como os tigres, e podem correr a uma velocidade de aproximadamente 100 quilómetros/H.
Pensa-se que o seu tamanho enorme se deve à ausência de genes que condicionem a produção de inibidores do crescimento. Isso porque nos leões essa é uma herança materna, e nos tigres é paterna, portanto os ligres não recebem esses genes.
O cruzamento entre leões e tigres só ocorre por acção do homem. Além de os hábitos de ambas as espécies serem muito diferentes, elas geralmente não compartilham os mesmos territórios, de maneira que há poucas possibilidades de se encontrarem para formar este estranho cruzamento. Na actualidade esses animais só existem na natureza no bosque de Gir, na Índia. Antigamente porém, leões e tigres existiram na Mesopotâmia, Cáucaso, Pérsia, Afeganistão.


TigonPodem exibir características de ambos os pais: ter pintas da mãe (leões têm o gene das pintas – as crias leão são pintadas) e riscas do pai.
A juba do tigon é mais curta e discreta que a do leão e mais semelhante ao tufo do tigre. É um erro pensar que os tigons são menores que leões ou tigres. Não ultrapassam o tamanho dos seus progenitores porque herdam o gene que impede o crescimento da mãe leoa e do pai tigre mas não apresentam nenhum tipo de nanismo ou miniaturização; muito frequentemente pesam aproximadamente 180 kg.
A relativa raridade de Tigons é atribuída ao fato dos tigres machos acharem o comportamento de acasalamento da leoa demasiado subtil e escapam-lhes algumas pistas sobre o interesse dela em acasalar.
Na obra Wild Cats Of The World (1975), Guggisberg escreveu que tanto ligres como tigons eram estéreis; no entanto, em 1943, um híbrido de leão com tigre das “Ilhas” com 15 anos de idade foi cruzado com sucesso com um leão do Hellabrunn Zoo de Munique. A cria fêmea, ainda que de delicada saúde, sobreviveu até à idade adulta. Os tigons machos são estéreis, enquanto as fêmeas são férteis. No Alipore Zoo, na Índia, uma tigon fêmea chamada Rudhrani, nascida em 1971, foi cruzada com sucesso com um leão asiático chamado Debabrata. A rara segunda geração de híbridos foi designada li-tigon. Rudhrani gerou 7 li-tigons durante a sua vida. Alguns dos quais atingiram tamanhos verdadeiramente surpreendentes – um li-tigon chamado Cubanacan (morreu em 1991) pesava 363 kg, media de altura 1.32m até ao ombro e tinha 3.5 m de comprimento total.
Também há registo de ti-tigon, resultante de cruzamento entre uma tigon fêmea e um tigre macho. Ti-tigons são parecidos com o tigre dourado mas com menos contraste nas suas riscas. Uma fêmea tigon nascida em 1978, chamada Noelle, partilhou cativeiro na Reserva de Shambala com um Tigre Siberiano macho, chamado Anton, devido à crença do tratador de que a fêmea era estéril. Em 1983, Noelle teve um ti-tigon chamado Nathaniel. Como Nathaniel era ¾ tigre, tinha riscas mais escuras que a progenitora e vocalizava sons mais similares aos do tigre do que a mistura de sons emitidos pela mãe. Sendo apenas ¼ leão, Nathaniel não tinha juba. Nathaniel morreu com cancro aos 8 ou 9 anos. Noelle também ficou doente com cancro e morreu pouco depois.

terça-feira, 29 de março de 2011

Mulher recebe transplante de mão completo nos Estados Unidos

Cirurgia durou 19 horas e foi realizada em hospital universitário de Atlanta.
Linda Lu, de 21 anos, vai passar mais 3 meses na cidade para recuperação.

Mão transplante EUA 2 (Foto: Jack Kearse / Universidade Emory) 
O órgão recebido pela estudante de 21 anos em
Atlanta (Foto: Jack Kearse / Universidade Emory)
Uma mulher de 21 anos recebeu um transplante completo de mão em Atlanta, nos Estados Unidos, segundo anunciou a Escola de Medicina da Universidade Emory na segunda-feira (28). A estudante Linda Lu passou por uma cirurgia de 19 horas no dia 12 de março para poder contar com a “nova” mão. O material veio de um doador não identificado.
Duas equipes – uma dedicada à paciente e outra, à mão do doador – participaram da operação que terminou já no dia 13. Liderados pela médica Linda Cendales, cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiras e auxiliares integraram o grupo, que conectou ossos, tendões, nervos, vasos sanguíneos e a pele do membro em Linda Lu.
A paciente ainda vai passar mais três meses em Atlanta para se recuperar do procedimento. Para Cendales, a cirurgia é uma esperança a pessoas que perdem mãos e braços, lembrando do caso de militares a serviço dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque.
Histórico da cirurgia
Segundo a universidade, o primeiro transplante de mão foi realizado em 1964 no Equador, antes do desenvolvimento de imunossupressores – remédios que combatem o ataque por parte do corpo do paciente ao órgão recebido. O receptor, um marinheiro, precisou amputar o novo membro duas semanas após a operação por causa da rejeição aos tecidos transplantados.
Mão transplante EUA 1 (Foto:  Jack Kearse / Universidade Emory) 
Linda Lu e a médica Linda Cendales em Atlanta
(Foto: Jack Kearse / Universidade Emory)
A segunda tentativa aconteceu anos mais tarde, em 1998, na França. O paciente conseguiu manter o órgão durante dois anos, mas desistiu ao parar de tomar os imunossupressores e pediu para ter a nova mão removida.
Nos Estados Unidos, o primeiro transplante foi feito em 1999, com Linda Cendales presente na equipe médica. O receptor vive com o membro até hoje e é o caso mais duradouro deste tipo de transplante. A médica também participou do segundo transplante de mão no país, realizado em 2001.

domingo, 27 de março de 2011

Nossa galáxia pode conter 2 bilhões de planetas com vida alienígena



imagem


Ultimamente, os cientistas andaram fazendo cálculos e tentando encontrar probabilidades e porcentagens para a vida alienígena no universo.

Agora, esse número acaba de aumentar: um novo estudo mostra que aproximadamente uma em cada 37 ou uma em cada 70 estrelas como o sol podem abrigar vida extraterrestre. Os dados sugerem que bilhões de planetas como a Terra podem existir na nossa galáxia.

Os novos cálculos são baseados em informações do telescópio espacial Kepler, que em fevereiro surpreendeu o mundo ao revelar mais de 1.200 possíveis mundos alienígenas, incluindo 68 planetas do tamanho da Terra.

O telescópio chegou a essas conclusões observando o escurecimento que ocorre quando um planeta transita ou passa diante de uma estrela.

Em seguida, os pesquisadores da NASA filtraram esses dados, e focaram nos planetas do mesmo tamanho que a Terra em zonas de habitabilidade de suas estrelas, isto é, dentro de órbitas onde a água líquida pode existir na superfície desses mundos.

Depois de analisarem quatro meses de dados, os cientistas determinaram que 1,4 a 2,7% de todas as estrelas parecidas com o sol devem ter planetas semelhantes à Terra (entre 0,8 e 2 vezes o diâmetro da Terra, e dentro da zona de habitabilidade de suas estrelas).

Isso significa dois bilhões de análogos da Terra na nossa galáxia. E isso só na nossa galáxia: há 50 bilhões de outras galáxias, até onde sabemos. Por isso, os cientistas acreditam numa boa chance de encontrar vida, talvez até mesmo vida inteligente, lá fora.

No futuro próximo, os cientistas prevêem que um total de 12 mundos semelhantes à Terra poderão ser encontrados. Quatro deles já foram vistos nos quatro meses de dados divulgados até agora.

Quando se trata das 100 estrelas parecidas com o sol mais próximas do nosso planeta, algumas dentro de um ano-luz de distância, os resultados sugerem que apenas cerca de 2 mundos semelhantes à Terra podem ser encontrados.

E tais números podem subir. As estrelas anãs vermelhas também podem hospedar planetas semelhantes à Terra, e essas estrelas são muito mais comuns do que as estrelas parecidas com o sol. Porém, é muito mais difícil detectar um planeta do tamanho da Terra em trânsito na frente de uma anã vermelha, então os cientistas estão tentando identificar os planetas em volta dessas estrelas pela força gravitacional que eles exercem uns sobre os outros.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tecnologia de um futuro bem próximo

Corning é uma tecnologia desenvolvida pela Samsung, utilizando superfície transparentes de vidro ou de materiais similares, já é possível atualmente assistir com uma TV LCD desta forma. As placas são alimentadas por energia solar, fotovoltáicas, energia limpa. Claro que isso é algo para daqui há alguns anos, a tecnologia está sendo desenvolvida e aperfeiçoada, os preços atualmente estão muito inacessíveis para a maioria da população.

Menino de 13 anos cursa três faculdades na Argentina

Família de Kouichi Cruz chegou a achar que garoto era autista, até que exame de QI revelou inteligência acima da média.
Aos 13 anos de idade, o argentino Kouichi Cruz é o aluno mais novo da Faculdade de Matemática, Astronomia e Física (FAMAF) da Universidade de Córdoba. Ele estudará ainda, simultaneamente, engenharia informática e ciências econômicas na mesma universidade.
Kouichi é filho único, mora com uma tia, Alejandra Perez, na cidade de Córdoba, e seus pais vivem na Espanha, onde trabalham. 'Kouichi está tendo a infância que quer ter. Ele é feliz assim, estudando', disse à BBC Brasil a tia Alejandra Perez. Ela contou que no início, quando Kouichi era bebê, a família chegou a pensar que ele fosse 'autista'. Mas aos quatro anos de idade, os exames médicos indicaram que o menino tinha o QI mais alto que a média das crianças da sua idade. 'Kouichi sempre soube o que quis: estudar matemática, informática, engenharia. Para ele, são carreiras que se complementam', disse a tia.
Kouichi disse que aula na universidade não foi tão difícil como imaginou (Foto: Daniel Cáceres / Clarín ) 
 
Kouichi disse que aula na universidade não foi tão difícil como imaginou (Foto: Daniel Cáceres / Clarín )
A rotina do garoto é diferente do cotidiano dos meninos da sua idade, especialmente a partir deste ano, depois de ter passado nas provas para entrar na universidade. 'Ele estuda de manhã e também à tarde. E em casa, quando não está resolvendo problemas de matemática, gosta de assistir alguns programas de comédia na televisão', conta ela. Futebol ou outros esportes não fazem parte de sua agenda de interesses.
O menino nasceu na cidade de Bahia Blanca, na província de Buenos Aires. Seus pais se mudaram para a província de Jujuy, no norte do país, porque ali ele podia estudar mais adiantado que os colegas da sua idade, sem ter que respeitar um cronograma por faixa etária.
No primeiro dia de aula, nesta semana, o universitário disse ao jornal Clarín que as aulas foram mais fáceis do que imaginou. 'A aula não foi tão simples como no segundo grau, mas também não foi tão complicada como cheguei a imaginar', afirmou.
Kouichi, segundo a tia, é 'rápido' para resolver questões matemáticas, tímido no início de uma nova conversa, mas decidido em relação ao que quer ser quando crescer. 'Ele quer ser empresário e acha que estudar é fundamental para esta meta', disse a tia.
O reitor da FAMAF, Daniel Barraco, afirmou ao jornal argentino que é a primeira vez que um menino de 13 anos está entre os universitários dessa carreira. 'Sinto enorme emoção por ter aqui uma pessoa tão jovem e tão inteligente na faculdade. Mas sabemos que por ele ser tão jovem também aumenta nossa responsabilidade em relação a ele', disse Barraco.
Os pais de Kouichi - ela é farmacêutica; ele, anestesista - choraram ao deixar o menino com a tia materna. 'Mas, apesar das lágrimas, eles só estão respeitando a vontade do menino que há muito tempo sabia onde e que carreira universitária seguir. Eles só o deixem voar porque sabem o que ele quer', disse a tia.
Kouichi, contou, é assim chamado obedecendo a filosofia budista seguida pelos pais. 'Nos contaram que Kouichi quer dizer 'o primeiro' e 'brilhante' e o nome realmente foi feito pra ele' afirma.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Tornado de fogo assusta Budapeste

Os moradores de Kistarcsa, na periferia de Budapeste (Hungria), viveram um drama na terça-feira, com a formação de um assustador tornado de fogo na região. O fenômeno destruiu uma fábrica de plásticos. Não houve vítimas.
Os tornados de fogo geralmente se formam de incêndios florestais e a altura varia de 10 a 50 metros, durando poucos minutos. Entretanto há registros de tornados com até com 1.600 metros de extensão.

O caso mais mortal envolvendo um tornado de fogo na História ocorreu em 1923, em Kanto, no Japão. Na ocasião, cerca de 38 mil pessoas morreram em 15 minutos. As mudanças climáticas podem ser responsáveis pela multiplicação desses fenômenos a médio prazo.

Cientistas criam microscópio mais potente do mundo

Utilizando minúsculas contas de vidro, cientistas desenvolveram técnica para observar objetos de 50 bilionésimos de metro.

Microscópio potente 1 (Foto: Nature Communications / via BBC) 
Cientistas da Universidade de Leicester usam aparelho, que permite ver objetos em pequena
escala (Foto: Nature Communications / via BBC)
Cientistas britânicos conseguiram fazer com que um microscópio ótico conseguisse enxergar objetos de cerca de 50 nanômetros (um metro dividido em um bilhão de partes), oferecendo um olhar inédito sobre o mundo "nanoscópico". A técnica, que alcança a maior resolução de que se tem notícia, poderia ser utilizada para observar vírus, diz a equipe de pesquisadores.
Com a ajuda de minúsculas contas de vidro, o procedimento faz uso das chamadas ondas infinitesimais, emitidas muito próximas de um objeto e que normalmente se perdem. Os cientistas fazem com que as contas de vidro recuperem esta luz e refaçam o foco, canalizando-a para um microscópio comum.
O método permitiu aos pesquisadores ver com os próprios olhos níveis de detalhes normalmente só identificados por observação indireta, como a microscopia através da força atômica e varreduras com emissão de elétrons. Os detalhes foram publicados na revista acadêmica "Nature Communications".
Descoberta
Utilizar a luz visível - o tipo de luz captada pelo olho humano - para observar objetos dessa escala é, de certa maneira, romper as regras da teoria da luz. Normalmente, os menores objetos visíveis são definidos por um parâmetro conhecido como limite da difração.
Ondas leves natural e inevitavelmente se dispersam de tal maneira a limitar ao alcance do seu foco, ou o tamanho do objeto que pode ser capturado. As ondas infinitesimais que são produzidas na superfície dos objetos tendem a se enfraquecer com a distância - mas elas não estão sujeitas ao limite da difração.
Se capturadas, as ondas infinitesimais oferecem uma resolução muito mais alta que a obtida por métodos padrões de captação de imagens, explica o pesquisador do Centro de Pesquisa de Processamento a Laser da Universidade de Manchester, Lin Li.
Observação
Para observar os objetos, a equipe colocou contas de vidro com tamanho entre dois e nove milionésimos de metro na superfície das amostras.
Microscópio potente 2 (Foto: Nature Communications / via BBC) 
'Contas' transparentes permitem refocar ondas normalmente perdidas em observações com outros aparelhos (Foto: Nature Communications / via BBC)
As contas coletam a luz transmitida através das amostras, captando as ondas infinitesimais e focando-as de maneira a serem observadas por um microscópio comum.
A equipe conseguiu observar objetos minúsculos, como marcas em escala nanométrica em discos de Blu-Ray.
Mas o professor Li acredita que a técnica possa ser utilizada em estudos biológicos mais ambiciosos, nos quais ações em nanoescala são difíceis de observar diretamente. "A área onde acreditamos haver interesse é a observação de células, bactérias e até vírus", afirma Li.
Métodos indiretos de observação conseguiram enxergar objetos a uma resolução de um nanômetro e até os traços de uma única molécula. Mas nenhum deles é tão simples quanto a observação direta através do microscópio.
"Usar a tecnologia corrente requer muito tempo. Por exemplo, usar microscopia ótica fluorescente requer dois dias para preparar a amostra e a taxa de sucesso dessa preparação é de 10 a 20%", exemplifica o pesquisador. "Isto ilustra o ganho potencial de introduzir métodos de observação direta."